quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"O papa no tribunal de Haia"

Vítimas 
de abuso sexual pelo clero pediram ao 
Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia,
 para processar o papa Bento XVI 
e outras altas autoridades do Vaticano 
por crimes contra a humanidade.
 Uma rede internacional 
de vítimas acusa o pontífice e três cardeais
 de cumplicidade em estupros
 e violência sexual em larga escala
 por parte de padres contra menores.
Além do Papa, são acusados
 Angelo Sodano, 
reitor do Colégio dos Cardeais 
 Tarcissio Bertone,
 atual secretário de Estado,
 que antes trabalhava na
 Congregação para a Doutrina da Fé (CDF),
 organização que geria os casos de abuso sexual;
 e  William Lavada,
 chefe da CDF.
“Estes homens agem sem impunidade 
e sem terem de prestar contas a ninguém. 
As figuras do Vaticano acusadas neste caso
 são responsáveis pela tortura física e psicológica
 de vítimas por todo o mundo,
 tanto pela responsabilidade na linha de comando, 
como por encobrirem diretamente crimes.
 Devem ser levados a julgamento 
como quaisquer outros detentores de poder
 que praticaram crimes contra a humanidade”
*
Uma associação americana
 de vítimas de padres pedófilos 
anunciou nesta terça-feira (13)
 ter apresentado uma queixa 
ante o TPI (Tribunal Penal Internacional) 
contra o papa Bento 16 
e outros dirigentes da Igreja Católica
 por crimes contra a humanidade.
Os dirigentes da associação Snap,
 orientados pelos advogados da ONG
 (organização não governamental)
 americana Centro para Direitos Constitucionais,
 entraram com uma ação
 para que o papa seja julgado
 por "responsabilidade direta
 e superior por crimes contra a humanidade 
por estupro e outras violências sexuais
 cometidas em todo o mundo".
À queixa acrescentaram 10 mil páginas 
de documentação de casos de pedofilia.
 A Snap possui membros nos Estados Unidos,
 Alemanha, Holanda e Bélgica, 
quatro países muito afetados
 pelo grande escândalo de pedofilia
 que envolve a Igreja.
"Crimes 
contra a dezenas de milhares de vítimas,
 a maioria crianças, 
foram escondidos
 pelos líderes nos mais altos níveis do Vaticano. 
Neste caso,
 todos os caminhos levam a Roma",
 declarou a advogada Pamela Spees.
Os bispos e, 
em alguns casos,
 o próprio Vaticano rejeitou 
ou ignorou muitas das queixas 
das vítimas de padres pedófilos.
 O escândalo desacreditou a Igreja 
em vários países na Europa
*
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