quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"Uma Religião Interessante"

Dizem:
"A realidade é a única verdade em que podemos acreditar".
Nhanderuvuçú é considerado Deus supremo
na
religião primitiva dos índios brasileiros
que habitavam as terras tupiniquins
atualmente chamadas
Brasil.
Os exploradores
portugueses
descobriram essas terras em 21 de abril de 1500
e inicialmente as nomearam ilha de Vera Cruz.
Depois,verificando que não era possível contornar a tal da ilha,
concluiram em se tratar de um imenso território
o qual passou a ser chamado Terra de Santa Cruz
devido à forte influência religiosa
em tudo o que nomeavam em suas viagens exploratórias.
Depois, com a exploração e exportação para a
Europa,
do
pau-brasil (madeira avermelhada como brasa)
esse grande território passou a ser chamado Brasil.
Nhanderuvuçú não tem forma humana
a chamada forma
antropomórfica, é a energia que existe,
sempre existiu e existirá para sempre,
portanto
Nhanderuvuçú existe mesmo antes de existir o
Universo.
A única realidade que sempre existiu,
existe e existirá para sempre é a energia
a qual os índios brasileiros identificam como Nhanderuvuçú.
Características da energia:
A energia existia mesmo antes de existir a
relatividade,
antes do início do Universo.
A energia existia no
caos sem tempo,
sem
espaço e sem nenhum tipo de velocidade,
era o caos mas a energia sempre existiu.
Leis fundamentais da energia:
Energia não pode ser criada nem destruída.
Energia pode se transformar
de uma forma de energia em outra.
Energia total do Universo não aumenta nem diminui
apenas tudo fica em constante transformação.
Para os índios brasileiros não catequizados
e para outros brasileiros que nem índios são;
essa religião continua sendo professada atualmente
por muitos fiéis residentes no Brasil.
Dizem eles que o início do mundo
foi muito semelhante ao que dizem as outras doutrinas
de outras religiões estrangeiras.
Deus, chama-se Nhanderuvuçú.
No princípio ele criou a
alma,
que na
língua tupi-guarani diz-se
"Anhang" ou "añã" a alma; "gwea" significa velho(a);
portanto anhangüera "añã'gwea" significa alma antiga.
Nhanderuvuçú criou as duas almas e,
das duas almas (+) e (-) surgiu "anhandeci" a matéria.
Depois ele disse para haver
lagos, neblina, cerração e rios.
Para proteger tudo isso, ele criou
Iara.
Depois de Iara,
Nhanderuvuçú criou
Tupã
que é quem controla o clima, o tempo e o vento,
Tupã manifesta-se com os
raios, trovões, relâmpagos, ventos e tempestades,
é Tupã quem empurra as nuvens pelo céu.
Nhanderuvuçú criou também
Caaporã
o protetor das matas por si só nascidas
e protetor dos animais que vivem nas florestas,
nos campos, nos rios, nos oceanos,
enfim o protetor de todos os seres vivos.
Caaporã quando é evocado para proteger
as plantas plantadas junto aos roçados dos índios
é chamado por eles
de forma carinhosa com o cognome de Ceci.
Caaporã em língua tupi-guarani significa
"boca da mata "Caa = boca e Porã = mata"
Dizem as lendas que no meio dos animais
protegidos por Caaporã
apareceu mais um casal de animais.
A primeira mulher,
Amaú e,
o primeiro homem, Poronominare.
Quem segue esta religião, religião "Primitiva do Brasil"
adora as formas de manifestações da energia,
adora o
Sol, os raios, os relâmpagos e o clima em geral,
através da adoração de Tupã,
adora as águas, a neblina, os rios,
cachoeiras, lagos, lagoas,
mares e oceanos através da adoração de Iara
, adoram as matas, os animais e toda a natureza
adorando Caaporã, evocam Ceci para proteger
os campos plantados,
a
agricultura e as criações de animais domésticos.
Enfim adoram o que existe de fato,
adoram somente o que é realmente real,
os fenômenos naturais, o clima,
a natureza, apenas as coisas reais.
Primitiva do latim "primitivu",
primeiros tempos; princípio.
A religião "Primitiva do Brasil",
não inclui nenhum personagem antropomórfico
(forma humana) em suas crenças,
apenas Poronominare e Amaú possuem essa forma mas,
não são divinos, são animais também e,
portanto pertencem à Caaporã
o protetor de toda a natureza viva
e isso inclui todos os seres vivos
inclusive nós os animais humanos.
*
Postar um comentário